Ver 12 filmes: A melhor juventude - Marco Tulio Giordana (2003)
Paulo Almeida
29 / 12 / 2021
01:14
Vi este filme porque foi-me recomendado por um amigo. Nunca na vida eu iria cruzar-me com este título se não fosse esta recomendação... e se por um acaso tropeçasse nele numa qualquer expedição internética ao IMDB, provavelmente atiraria para o lado, ao abrigo do preconceito «filme italiano, com 6 horas».
Achei um filme bastante interessante, a ser visto, recomendado e anunciado. O cinema italiano tem quase sempre uma envolvente com que nos identificamos, muito mais que os filmes americanos, e os personagens principais poderiam muito bem ser os meus colegas de faculdade, com histórias de vida plausíveis, acessíveis, directas, duras como a vida real é...
Foi uma surpresa para mim, um filme vindo do desconhecido para me agarrar ao ecrã (durante perto de 6 horas, certo que muito distribuídas por uma semana), e que leva a nota de 8/10, pela emoção inesperada que vai trazendo, para nos surpreender, e pela excelente condução de uma história.
A única surpresa que tive com este livro foi o seu tamanho, no momento em que o comprei. De resto, já não me surpreende a escrita melódica e embalante da minha amiga Raquel, que teima em partilhar as suas experiências de viagens pelo mundo comigo, que só sonho em viajar e nunca saio daqui do Algueirão.
Ainda não acabei, ainda não classifiquei, mas já recomendo! Irei posteriormente adicionar outro post (ou editar este) para vos dar um novo comentário. Mas já recomendo!
O estigma de ser um filme «antigo», preto e branco, longo, chato... Cada vez mais acho que o cinema antigo tem uma virtude muito grande de tornar interessantes as histórias que contam num tempo em que não havia efeitos especiais, coisas espectaculares e fantásticas e tecnológicas. Grande parte não tinha sequer cor... muitos, nem som... havia a criatividade pura e o engenho para contar histórias, escrever diálogos, editar películas.
Este filme consegue contar a história de um homem, sem dar grandes respostas sobre o que lhe passava pela cabeça, sem grandes justificações para os seus motivos... tudo visto através das memórias de pessoas interrogadas, na procura de esclarecer um mistério que nos é desvendado, no final, somente a nós espectadores, deixando na ignorância a todos os que naquele mundo criado por Orson Welles tentavam saber o significado das suas últimas palavras: «Rosebud».
Mais um bom filme clássico que já devia ter visto há muito tempo. Nota 8/10.
Um diário simples, que vai contando a simplicidade e ao mesmo tempo a profundidade das relações humanas de quem voltou a viver lá num sítio mais isolado dos açores. Gostei da forma como o diário vai apresentando as novas personagens, recordando algumas do passado, e nos é dado a conhecer o ambiente e as rotinas de quem escolheu viver de forma simples... por outro lado, a leitura de diário, em bocadinhos de histórias desgarradas, também o torna maçador...
Dou um 6/10 porque me surpreendeu e agarrou durante uns dias, e porque me identifico com a visão da simplicidade da vida quando vamos para a aldeia, em contraste directo com a vida citadina cheia de «vida cosmopolita e bons acessos».